Mais um Solar

O Rio Vermelho não para de ser reinventar e abrigar novidades. A cena gastronômica do bairro mais boêmio de Salvador acaba de receber uma filia do Café Solar, que já existia no Museu de Arte Moderna da Bahia e no Palacete das Artes. As sócias Andréa Nascimento e Maíra D’Oliveira abriram a nova casa da rua Fonte do Boi. O restaurante mantem o mesmo conceito das outras, com um cardápio de crepes, massas, saladas e drinks deliciosos que os faz da rede. A novidade é que aos sábados é servido uma maniçoba das boas no horário do almoço, prato individual a R$25,90.

A decoração do Solar está super charmosa e possui um salão amplo, além de uma varanda espaçosa. Ele abre aos domingos, terças e quartas de 12hs até as 22hs. Nas quintas, sextas e sábados até a meia-noite.  o horário de funcionamento dos fins de semana é bem mais flexível do que nos cafés dos museus. Vai ser mais um point bom pro almoço, happy hour ou jantar.

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Entrada do Solar

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Área do bar

Das delícias do cardápio, que sempre tem aquele toque da cozinha contemporânea revisitando os clássicos, investimos na entrada com os Dadinhos Sertanejos cubos de tapioca e queijo coalho com geleia de pimenta (R$ 26,90). Aprovadíssimos com louvor. Para o prato principal experimentei uma Quiche com salada (R$ 16,90), que sou fã, e meu parceiro Leo Amaral escolheu a Lasanha Dali feita com massa de crepe, recheada com chorizo espanhol, queijo e molho de tomate, segundo ele “surreal de bom”. Na sobremesa, fechamos com sorvete de coco verde. E se prepare que vêm boas novidades por ai, com novos pratos exclusivos para o novo endereço e drinks especiais também.

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Dadinhos Sertanejos

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Quiche com salada

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Lasanha Dali

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Sorvete de coco

Longa a vida ao Solar, pois é mais uma boa opção gastronômica em Salvador. E a julgar pelo sucesso das outras casas com certeza esse será mais um.

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Vá lá: Solar, rua Fonte do Boi, Rio Vermelho (rua dos hotéis Ibis e Mercure)

Artesanato em Fortaleza

Um passeio por Fortaleza é caminho certo para um bom garimpo de artesanato. Na minha última viagem à capital do Ceará fiquei encantada com as descobertas preciosas de lugares incríveis para quem realmente aprecia a arte handmade. Minha primeira para foi o mercado central. A Câmara municipal autorizou a construção do espaço em 1809, a princípio funcionaria para o comércio de carne, fruta e verdura. A reforma mais importante do mercado não foi na estrutura, originalmente era feito de madeira, mas na instalação dos boxes de artesanato.

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O mercado, maior do Nordeste, funciona como uma espécie de labirinto. Você vai subindo as rampas e tem acesso aos andares superiores. Uma lojinha do lado da outra fazem o visitante ficar perdido entre tantos achados.

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Lá encontramos artigos de moda feitos em couro como sandálias, chapéus, bolsas e malas, bem como rendas, bordados, além de lembrancinhas do Ceará á exemplo das mini-jangadas. Cestarias coloridas são outros achados vendidos em muitos formatos. Produtos regionais também encantam o paladar dos turistas como cachaça, licores, castanha e doce de caju. Caminhar pelo mercado é conhecer um pouquinho da cultura local. Um passeio obrigatório ao turista. Vai lá: Av. Alberto Nepomuceno, 199 – Centro

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Outro endereço hype é conhecer a antiga cadeia pública. É um edifício de meados do século XIX que se converteu no Centro do Turismo da Cidade ( Emcetur). O prédio de linhas neo-clássicas é abarrotado de riquezas. E o melhor, os preços são bem camaradas. Entre os lugares que visitei, esse foi sem dúvida o mais barato.
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As celas viraram boxes, oferecendo espaço para que os artesão demonstrem suas peças e, no pavilhão, há também espaços culturais. Cada lugar visitado, uma descoberta. Lá encontramos muita renda de bilro, redes, bolsas, calçados, lembrancinhas, itens de cama e mesa, enxoval para bebês e artigos em madeira e palha.

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As rendeiras com suas mãos habilidosas fazem suas demonstrações na hora. E a vontade é levar tudinho para casa. Anote: Rua Senador Pompeu, 350 – Centro.

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Outro lugar que vale a pena a visita é o Ceart, centro de artesanato. Entre os endereços é o mais caro, mas nada que se compare ao preços que estamos acostumados a pagar em Salvador. No espaço um acervo de produtos de artesãos de diversas partes do Ceará.

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É um lugar ideal para garimpar peças com qualidade e acabamento de primeira, como artigos de madeira, cerâmica e palha, rendas e bordados. Também encontramos artigos de couro, de madeira, de metal, instrumentos musicais e literatura de cordel. O centro fica localizado na Av. Santos Dumont, 1.589.

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Turbantismo

De origem oriental e bem representados pela cultura africana, os turbantes na Bahia não são grande novidade, visto que faz parte de toda uma base mãe e está ainda ligada aos aspectos religiosos, que são reverenciados diariamente pelo povo baiano. Contudo, foi na glamurosa década de 30 que o estilista francês Paul Poiret, inspirado pela indumentária oriental e figurinos exóticos, introduziu o acessório na alta costura ocidental. Conquistando em especial ao meio artístico da época, a exemplo da Simone de Beavouir e Greta Garbo.

Passando pelo movimento de orgulho negro norte americano nos anos 60, onde os turbantes reforçavam a questão de identidade. Em 2011 novamente em desfiles de grandes grifes internacionais os turbantes fincaram os pés na moda mundial, sendo visto até hoje pelas ruas de diferentes nacionalidades em qualquer estação do ano, apresentando inúmeras formas cores e estilo.

Ele é um acessório poderoso, versátil. O bacana é usa-lo em um look bem urbano para promover uma misturar com étnico sem ser caricato. Vem ver essas inspirações para você ficar com vontade de experimentar.

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Por Berta Rehm – consultora de moda e imagem do Closet a Porter

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