Criando sua adega minimalista, parte 1

Quatro Brancos Essenciais

Recentemente muito se tem dito sobre guarda-roupa minimalista: como identificar a menor quantidade de roupas que permite estar elegante em todas as situações da sua rotina. Refletir sobre isso é um exercício interessante, ainda que você não queira criar um guarda-roupa minimalista, pois permite identificar as peças básicas e essenciais do seu vestuário. Agora imagine que você queira estar pronto para qualquer jantar entre amigos, tendo algumas poucas garrafas de vinho guardadas em casa. É a sua adega minimalista. Claro, é necessário que ela tenha alguns vinhos brancos e alguns vinhos tintos. Hoje vamos analisar quatro vinhos brancos essenciais para sua adega minimalista e no próximo artigo faremos o mesmo com vinhos tintos. Vale lembrar que essa seria uma adega minimalista geral, a ser adaptada de acordo com os gostos pessoais de cada um. Então deixe abaixo seu comentário sobre o que você achou da seleção, indicando se você faria alguma substituição no sua adega pessoal.

wine411

Uma adega minimalista

1) Um Chardonnay gordinho

O que é? Um vinho branco aveludado, com envelhecimento em barris de carvalho.

Quando servir? Com pratos mais cremosos, como um salmão, massas ao molho branco, um frango ao creme de leite e queijo, por exemplo. O chardonnay é o tipo de uva branca mais plantada no mundo. Não é à toa: a uva é muito versátil e pode gerar vinhos de estilos completamente diferentes. Quando esse vinho é envelhecido em barris de carvalho ele adquire alguns aromas “amanteigados” e uma textura mais aveludada. Ele fica “gordinho”, perfeito para pratos mais pesados e cremosos que pedem um vinho branco. Mas atenção! nem todo Chardonnay é envelhecido em barris de carvalho. Procure essa informação ou pergunte ao seu vendedor se quiser ter certeza que está comprando um Chardonnay “gordinho”. Exemplos: Trapiche Roble (Argentina), Salton Virtude (Brasil), Rombauer Chardonnay (EUA).

2) Um Sauvignon Blanc leve

O que é? Um vinho de notas herbáceas e cítricas, fresco e leve.

Quando servir? Com pratos leves e temperados com ervas frescas, como manjericão (como uma massa ao molho pesto), menta, salsinha, e também com peixes menos cremosos, como tilápia ou truta.

Praticamente o oposto do primeiro vinho, o Sauvignon Blanc costuma ser ácido e bem vegetal, podendo ter um aroma que lembra pimentão fresco e folhas verdes. E, também ao contrário do primeiro vinho, é com um Sauvignon Blanc sem envelhecimento em carvalho que essas características estarão mais expostas. Está de dieta e pretende almoçar apenas um peixe leve e legumes suavemente grelhados? Já sabe qual vinho será seu companheiro. Exemplos: Doña Paula Los Cardos Sauvignon Blanc (Argentina), Casa Valduga Premium Sauvignon Blanc (Brasil), Namaqua Sauvignon Blanc (África do Sul).

3) Um Gewurztraminer exótico

O que é? Um vinho levemente adocicado com notas marcantes de lichia e rosas.

Quando servir? Com alguns pratos típicos baianos, pois o aroma do vinho vai bem com camarão e outros frutos do mar, leite de coco e pimenta. Também vai bem com comida típica do sul da Ásia (Índia, Tailândia). Já escrevemos um artigo sobre o Gewurztraminer e não posso esconder que sou um grande entusiasta desse vinho. Os aromas são exóticos e agradáveis, o paladar é adocicado na medida certa… Até hoje não encontrei quem não gostasse de Gewutztraminer.

Exemplos: Casa Valduga Gewurztraminer (Brasil), Luiz Argenta (Brasil).

4) Um licoroso bajulador

O que é? Um vinho branco doce, de colheita tardia ou “botritização”, pronto para agradar qualquer paladar.

Quando ser vir? Quando seus convidados não estão acostumados com vinho seco, quando você não sabe o que servir e quer simplesmente agradar a todos no fim do jantar, acompanhando uma sobremesa. Açúcar é como elogio: a gente sabe que em excesso faz mal, mas todo mundo gosta. E é por isso que é importante ter uma garrafa de branco de colheita tardia à disposição: são vinhos produzidos com uvas extremamente maduras, o que os deixa naturalmente doces. E é isso que os faz diferentes dos chamados “vinhos suaves”: não há adição de açúcar, todo o doce do vinho vem da uva. Basta procurar rótulos com os dizeres “Colheita Tardia” ou “Late Harvest” e você encontrará o seu vinho branco bajulador.

Exemplos: Concha Y Toro Late Harvest (Chile), Taparacá Late Harvest (Chile)

Eduardo Queiroz Peres, cientista de dados e de vinho.

Hora das meias

Existe uma alternativa bem simples para atualizar os calçados de verão: as meias! Elas dão o tom invernal ao look e você não precisa de muito para andar em dia com as informações da moda. Não estou falando da tradicional meia calça, hein? Essa a gente já associa de imediato a outra estação. Me refiro as meias de cano mais curto e mostro para vocês ideias bacanas para fazer bonito.

Birkens.

birkens

Aproveita para atualizar a sua Birken! A sandália que traz uma nostalgia dos anos de 1990,acabou virando um hit entre a turma antenada. Para deixa-la em sintonia com a próxima temporada, aposte na meia curtinha, mais shortinho e quimono. Também dá para fazer um visú mais sportwear, que é a cara da sandália. Usando assim, é possível a gente mandar ver na referência aqui na nossa cidade. Já que o frio aqui, parece não chegar nunca kkkk.

Oxfords

oxford

Uma maneira decolada é combinar o oxford, aquele sapato com pegada masculina, com uma meia. Essa pode ser mais romântica para quebrar a sisudez do sapato, colorida, ou ainda mais neutra, se o intuito é seguir a linha boyish. O oxford também tem suas versões. Têm os de salto mais baixinho e os altos, com salto mais grosso. Shorts e calças são os parceiros perfeitos para usar com seu oxford + meia. Quando usar a segunda opção, não esqueça de dobrar a barra da calça, para evidenciar a meia.

Sandálias 

salto

Hora de tirar do guarda-roupa a sua sandália com aquele salto grosso bem generoso. DEpois é só investir em uma meia estilosa para esconder os dedos e fazer um mix trendy com seu visú. Aproveite os comprimentos mais curtos, para dar um destaque aos pés. Boa dica é apostar em uma meia com babadinho! Se for muito doce para você, abaixe bem a sua (meio engrunhada mesmo) que fica bonito.

Restôs em Paris

mori venice

Aproveito esse post para compartilhar com vocês alguns restaurantes bacanas que visitei em Paris. O meu preferido é um italiano e chama Venice Mori Bar, bem próximo a Place Vendôme, e que traduz todo o charme de Veneza nos detalhes da decoração. Como visitei Veneza antes de ir a Paris e criei uma relação de amor com a cidade, já rolou sentimento toda essa atmosfera cativante. Além do charme do decor, a culinária é espetacular. Do mesmo grupo do Empório Armani Caffe e pertencente a uma grande figura da gastronomia italiana em Paris, Massimo Mori, o espaço oferece pratos de comer rezando. Entre eles, vale destacar o nhoque tartufo, uma das especialidade da casa. Imagine a massa dentro de um queijo, e esse vai se misturando ao nhoque, com uma cobertura de trufas para finalizar. Não tem como sair da memória. De entradinha vale experimentar o Brazino Cassoni, um carpaccio de peixe bem leve e gostoso e ótimo para compartilhar.

mori venice 2

Na categoria japonês morri de amores pelo Kinogawa, um restô charmosinho com decoração contemporânea e uma ótima referência para quem quer comer um bom sushi ou sashimi em Paris. Adorei o chamado carpaccio New Style que pode ser de salmão ou atum. Ótimo de entradinha para dividir com os amigos. Entre os muitos pedidos da noite, um em especial não me sai do pensamento. Chama Spicy Tuna e é um sushi apimentado e o arroz é em forma de crispy. Vai deixar saudades!

kinogawa

Na listinha também não pode faltar um autêntico francês. Afinal, estamos falando de Paris, né? Adoro o Fouquet´s. Criado em 1899, este restô se tornou pit stop da turma estrelada da cidade. Todo ano lá se celebra a festa do Cesar, o chamado Oscar francês. Tradicional, ele fica na badalada Champs-Elysées. No menu vale degustar o Sole Meunière, um peixe de comer rezando com batatas.

17516918

Carregar Mais